A cura do medo
Um estampido seco no meio da madrugada pode levar às mais diferentes divagações sobre sua origem. Não veio de longe…mas se veio de perto, será perigoso ficar aqui? Qual a grossura do concreto que separa a bala do corpo amedrontado? Qual a distância entre o cano que dispara, do corpo perfurado? Embaixo da cama o perigo é ausente? A ausência de si mesmo não seria o isolamento da alma diante do próprio medo? Um estampido seco que pode não estar lá fora, mas dentro de tua cabeça. Como isolar a alma da própria consciência? Um estampido seco que pode ser apenas o eco do que praticaste. Sempre regresso, sempre doloroso. Cura teu passado com o teu presente, que o eco permanece seco, mas o estampido não retorna.

Pra esse texto ficar mais feliz!!! rsrsrs
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Olá
Como diria uma musica
“Não esqueça de colocar as crianças debaixo da cama antes de dormir”
O pior é que não é preciso estar na cama para se ouvir este barulho.
Realizando uma análise psicológica do seu texto, podemos notar sua dificuldade em lidar com a insônia traduzida ali em frases, como: “Embaixo da cama o perigo é ausente?” o que remete a simpatia sugerida por mim horas atrás, mediante pesquisas mediúnicas, em que estender embaixo da cama um saco de lixo preto isolaria sua cama daquilo que vêm da terra e que portanto a impede de dormir, caracterizando assim, uma simpatia tiro e queda, tão eficaz quanto amarrar um fio de cabelo na verruga.
Levando ao pé da letra a referida afirmação, seria comum que você pensasse, uma vez residindo em apartamento, que o que vem debaixo é o que está acima dos seus vizinhos de baixo, e portanto o ar menos denso, isto é, o ar quente. Não é difícil perceber, que os gases produzidos naturalmente em nosso corpo, popularmente conhecidos como peido, são gases do tipo quentes e, portanto, sobem.
Logo, concluimos que o que causa sua insônia são as fratulências de seus vizinhos de baixo, ou os peido, como preferir.
Agora ficou fácil! Seus vizinhos param de peidar, e você volta a dormir! Viva!
Adorei a análise psicológica, July! Devo confessar que não ficou nada psico-poético, mas totalmente eficaz! Até tive pena de nao ter uma verruga pra poder utilizar o método “fio de cabelo na verruga”! Também adorei a parte em que vc usou dos seus conhecimentos físico-químicos pra explicar as causas da minha insônia! Viva! Vou deixar um requerimento na portaria do prédio pedindo que aconselhem aos condôminos do ap 63 alimentarem-se de maneira que seus gases nao perturbem o andar de cima! Genial…
Obs.Droga, toda a poesia foi por água abaixo…
Li melhor Mei!
Q violência oq, eu viajei quando disse, hauahaua, é que não tinha lido direito mesmo!
Me lembrou um poema do Augusto dos Anjos:
O Morcego
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede…”
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
E ae Mei, será q viajei?
Viajou nada, Van! Como já te disse, era isso mesmo, minha literária! Adorei o poema… acho que ele sofria de estampidos constantes! hehe…bjs